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Será que esta pandemia vai mudar os nossos hábitos de compra?

O mundo está a atravessar um momento difícil. Será que esta pandemia vai afetar a forma como habitualmente fazemos as nossas compras? Estaremos perante um cenário de mudança efetiva de hábitos de compra?

O que vai acontecer aos nossos hábitos de compra?

A Organização Mundial da Saúde já declarou o novo surto de coronavírus como pandemia. Todos os países afetados tentam lidar da melhor forma possível a esta situação inesperada.

No total já existem mais de 247 000 casos confirmados e mais de 10 000 mortes. O cenário está longe de acalmar e ainda é muito difícil prever a altura em possamos dizer “acabou”.

Em Portugal já foi declarado o estado de emergência pelo período de 15 dias e as medidas excepcionais para o momento que atravessamos ainda estão a ser definidas. No nosso país já foram declarados 1020 casos confirmados e 6 mortes causadas por este vírus. Somos o 21º país com mais casos em todo o mundo.

A incerteza continua a crescer e o Governo pede diariamente a todos os portugueses que tomem as devidas medidas preventivas entre as quais, permanecer em casa o máximo de tempo possível. Sair de casa, apenas em caso de ser estritamente necessário.

De um momento para outro e sem aviso prévio, todos nós, sem excepção, vimos as nossas rotinas alteradas. Se em vez de sairmos cedo pela manhã para ir para o trabalho – agora adaptamo-nos a novos métodos de trabalho como o trabalho remoto, a videoconferência entre outros. Se em de vez de sairmos para ir levar os nossos filhos à escola – agora temos quase de os “obrigar” a ficar em casa, a aprender via e-learning e arranjar soluções também para os entreter o máximo de tempo possível. Se em vez de irmos ao centro comercial ou ao supermercado fazer as nossas compras, agora passamos a comprar mais online.

A nossa mudança de comportamento está a acontecer e é real. O ideal seria dizer que tudo isto está a acontecer devido a uma súbita revolução tecnológica. A verdade é que fatores ambientais e sociológicos é que nos obrigam a tal.

Um estudo realizado pela empresa de logística e distribuição DPD relativo a 2019 revela que o e-commerce no nosso país representa 9,8% do total de compras online – a média europeia é de 13,5%. No ranking dos artigos mais comprados estão os produtos de moda (62%), saúde e beleza (37%) e livros (36%). A grande maioria destas compras são caracterizadas por operações comerciais que vão para além das nossas fronteiras. A China representa 70% dessas compras, seguida de Espanha (61%) e do Reino Unido (50%).

Agora nós colocamos a seguinte questão: Será que os próximos dados vão ser muito diferentes?

É bem possível que tal aconteça.

No contexto em que nos encontramos as pessoas irão encaminhar-se para o e-commerce como solução ao problema de não poderem sair das suas casas. Aliás, já são muitas as notícias que correm acerca da sobrecarga dos websites para compras de produtos de saúde e bem estar como os medicamentos e compra de bens de consumo, como é o caso dos supermercados. Estes últimos já se vêem obrigados a fazer reforços logísticos e das próprias plataformas web para poderem responder à exponencial procura. Mas ainda que os esforços estejam a ser grandes, nenhuma empresa conseguirá suportar esta sobrecarga por um longo período de tempo.

Será portanto expectável e pouco surpreendente que os próximos relatórios relativos ao mercado online mostrem uma evolução mas com diferentes proporções relativas tipo de bens.

Esta será também um nova fase para as empresas reverem os seus canais de venda e comunicação, explorar alternativas e sem dúvida, criar plano alternativos de contingência para situações excepcionais como a que vivemos hoje.

 

 

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